O resultado foi divulgado ao mercado nesta quarta-feira (4) e ficou alinhado às projeções do consenso do BTG Pactual, que estimava um lucro de R$ 12,21 bilhões entre outubro e dezembro. O Itaú registrou lucro líquido recorrente de R$ 12,31 bilhões no quarto trimestre de 2025, crescimento de 13,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2025, o banco apurou lucro líquido de R$ 46,8 bilhões, alta de 13,1% na comparação anual.
O desempenho positivo reflete a estratégia adotada nos últimos trimestres, marcada pelo controle da inadimplência e pela expansão da carteira de crédito, impulsionada pela aquisição de clientes com maior capacidade de pagamento. No quarto trimestre, a inadimplência acima de 90 dias recuou 0,1 ponto porcentual, atingindo 1,9%, o menor nível da série histórica.
Apesar desse cenário, as Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) somaram R$ 9,39 bilhões, avanço de 8,7% em relação ao mesmo período de 2024. Segundo o banco, o aumento acompanha a expansão da carteira de crédito, enquanto o custo do crédito permaneceu estável na comparação anual.
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A carteira de crédito totalizou R$ 1,49 trilhão ao fim do quarto trimestre, crescimento de 6% em um ano. O segmento de pessoas físicas liderou a expansão, com alta de 6,6%, impulsionada principalmente pelo crédito imobiliário (+12,8%), cartões (+8,0%) e crédito pessoal (+2,2%).
A margem financeira alcançou R$ 31,57 bilhões no trimestre, avanço de 7,3% na base anual. De acordo com o banco, o maior volume de passivos e a maior remuneração do capital de giro próprio contribuíram para o resultado. O Itaú destacou ainda a melhora contínua da qualidade do crédito, o que levou a um crescimento de 6,1% no custo de crédito ao longo do período.
Com inadimplência em níveis historicamente baixos, expansão da carteira e avanço da margem, a rentabilidade voltou a crescer. O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) subiu 2,3 pontos porcentuais, encerrando o quarto trimestre em 24,4% na base anualizada.
Para o CEO, Milton Maluhy Filho, os resultados de 2025 refletem disciplina na gestão de riscos, solidez financeira e governança robusta.
“Isso se reflete também no nosso ecossistema de investimentos, no qual administramos, gerimos e custodiamos cerca de R$ 4,1 trilhões em recursos, sustentados por transparência, integridade e múltiplas camadas de controle”, afirmou.
Para 2026, o Itaú projeta crescimento da carteira de crédito total entre 5,5% e 9,5% ao ano. No Brasil, a expansão estimada varia de 6,5% a 10,5%. O banco também prevê aumento da margem financeira com clientes entre 5% e 9%, enquanto a margem com o mercado deve crescer entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões.
O custo do crédito deve encerrar o período entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões. Já a receita com prestação de serviços tem previsão de crescimento anual entre 5% e 9%, enquanto as despesas não relacionadas a juros devem avançar de 1,5% a 5,5%. A alíquota efetiva de IR/CS deve ficar entre 29,5% e 32,5%.









