O levantamento realizado pelo site MoneYou em parceria com a Lev Intelligence apontou que com a decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juros (Selic) em 15%, o Brasil preservou a segunda colocação no ranking mundial de juros reais, com índice de 9,23%, a mesma posição registrada em dezembro de 2025. O país fica atrás apenas da Rússia, que lidera o ranking com juros reais de 9,88%.
LEIA TAMBÉM: Banco Central confirma expectativas e mantém juros em 15% ao ano
Quando trazemos o resultado para a América Latina, o Brasil está a frente. A Argentina ocupa a terceira posição, com juros reais de 7,63%. O México figura em quinto lugar, com taxa de 5,39%, enquanto a Colômbia aparece na sétima colocação, com juros reais de 4,22%. No grupo dos Brics, formado por economias emergentes, o Brasil também fica atrás somente da Rússia. A África do Sul ocupa a sexta posição, com juros reais de 4,64%, e a Índia aparece em décimo lugar, com taxa de 3,06%.
Questões fiscais e a guerra de tarifas iniciada pelo governo de Donald Trump também contribuem para ampliar as incertezas nos cenários doméstico e internacional.
O estudo avalia as taxas de juros de 40 países. No caso brasileiro, a manutenção da Selic em 15% é explicada pelo cenário ainda marcado por incertezas em relação ao comportamento da inflação. O IPCA, índice oficial de inflação, acumula alta de 4,26% nos últimos 12 meses. Embora esteja abaixo do teto da meta, de 4,5%, o indicador permanece acima do centro da meta, fixado em 3%.
Com base no relatório Focus do Banco Central, combinada com a taxa de juros DI de mercado para 12 meses, o cálculo de taxas de juros é uma combinação de inflação projetada para o mesmo período.
Segundo a projeção do economista, Jason Vieira, responsável pelo ranking, havia 80% de probabilidade de manutenção da Selic, 10% de chance de um corte de 0,25 ponto percentual e 10% de possibilidade de redução de 0,50 ponto percentual.
Confira os dez países com as maiores taxas de juros reais:
- Rússia: 9,88%
- Brasil: 9,23%
- Argentina: 7,63%
- Turquia: 6,45%
- México: 5,39%
- África do Sul: 4,64%
- Colômbia: 4,22%
- Filipinas: 3,41%
- Indonésia: 3,31%
- Índia: 3,06%









