Durante entrevista ao GLOBO, concedida por ocasião do lançamento no Brasil de seu mais novo documentário, “Seymour Hersh: em busca da verdade”, que estreia nesta sexta-feira (26) na Netflix, a diretora estadunidense Laura Poitras interrompeu a conversa para elogiar o trabalho de Petra Costa, uma de suas principais concorrentes ao Oscar de Melhor Documentário.
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“Tenho muito orgulho da comunidade de documentaristas, da qual faço parte, e preciso destacar, dentro dela, o trabalho da minha colega Petra Costa, que, com ‘Democracia em vertigem’ e ‘Apocalipse nos trópicos’ se debruça, a partir da realidade brasileira, sobre os problemas centrais da democracia nos nossos tempos, notadamente a impunidade. Ela é uma diretora genial”, disse Laura.

Em 2015, Poitras venceu o Oscar de Melhor Documentário por “Cidadão quatro”, que documenta programas secretos de vigilância da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, com base nas revelações de Edward Snowden. Já em 2022, a diretoria recebeu o Leão de Ouro no Festival de Veneza, com a produção “Toda beleza e carnificina”, um relato sobre o ativismo político da fotógrafa americana Nan Goldin, central na denúncia da ganância da indústria farmacêutica e seu ônus na morte de milhares de americanos por conta da crise dos opioides, iniciada nos anos 1990.
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“Seymour Hersh: em busca da verdade”, concorrente de “Apocalipse nos trópicos”, de Petra Costa, no Oscar, parte da trajetória do jornalista americano, conhecido por revelar dois dos mais graves crimes de guerra cometidos pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, o massacre de My Lai contra civis vietnamitas, em 1968, e as torturas e abusos sofridos por prisioneiros em Abu Ghraib após a invasão do Iraque, em 2004, para discutir o ciclo de abuso de poder e impunidade no país ao longo dos últimos 60 anos.









