O “tarifaço” do governo Donald Trump implementado no ano passado continua a garantir polêmicas no cenário internacional, inclusive com a indústria cultural.
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A série de medidas protecionistas que visavam aumentar as tarifas sobre produtos importados pelos Estados Unidos com a finalidade de proteger a indústria estadunidense e reduzir déficits comerciais ganhou um novo capítulo. Desta vez, ele envolve a famosa indústria dos games, a Nintendo.
A Nintendo, responsável por grandes franquias como Pokémon e Super Mario Bros., é uma entre as milhares de empresas que decidiram buscar a Justiça contra a administração de Trump nos Estados Unidos.

De acordo com o Aftermath, que é um portal especializado em games, a Nintendo of America, que constitui o braço da empresa japonesa em operação nos Estados Unidos, está processando o governo estadunidense por conta das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump no ano passado.
A ação judicial teve início na última sexta-feira (06) e contesta a legalidade das tarifas sobre produtos estrangeiros importados para o país. Segundo a Nintendo, as tarifas foram impostas por meio de ordens executivas que criaram taxas sobre importações provenientes de diversos países.
No documento, a empresa exige a devolução integral dos valores cobrados desde 1º de fevereiro de 2025, corrigidos com juros. O processo foi protocolado no Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos.
A Nintendo argumenta que o “tarifaço” afetou diretamente as operações da empresa, causando impactos financeiros e comerciais significativos. Diante da imposição das tarifas globais, a Nintendo chegou a adiar, no ano passado, as pré-vendas do novo Switch 2, com o intuito de avaliar o impacto das tarifas.
A Nintendo e as demais empresas que moveram ação contra o governo estadunidense afirmam que, no período de cerca de um ano, segundo documentos legais, as tarifas “resultaram na arrecadação de mais de US$ 200 bilhões em importações de praticamente todos os países”.








