O Prêmio Literário 30 Milhões de Amigos (Prix Littéraire 30 Millions d’Amis), também chamado de Prêmio Goncourt dos Animais, é a premiação literária mais importante dedicada aos animais e contribui para conscientizar o público acerca da presença e dos cuidados em relação aos mais variados bichos existentes em nosso planeta.
A premiação ocorre no Salão Goncourt do histórico Restaurante Drouant, em Paris. Além dessa premiação, outros prêmios também são entregues no local.
A França é um país famoso pelo amor para com os animais. Por isso, o país sedia o evento dedicado a obras sobre bichos de todos os portes.
Segundo Sadie Stein, em reportagem para o jornal The New York Times, o prêmio tem origem em um programa de televisão, “30 Millions d’Amis”, que foi transmitido inicialmente em 1976.
O programa foi idealizado pelo jornalista Jean-Pierre Hutin e pela esposa, Reha, e se tornou uma das atrações televisivas de maior duração de todos os tempos. Apresentava animais de estimação e destacava a causa do bem-estar animal.
Stein destaca ainda que, em 1995, “30 Millions d’Amis” também se tornou uma fundação de grande influência.
Desde então, o prêmio se expandiu para incluir tanto ficção quanto não ficção. Neste ano, na lista de indicados ao prêmio, constavam onze romances e dez obras de não ficção.
Na categoria não ficção houve unanimidade entre os membros do júri: Snoopy, um cão que faz o bem (Snoopy, un chien qui fait du bien), de Sandra Kollender.
Confira “Filhos do Silêncio” de Andrea dos Santos

O livro traz os relatos de uma equipe médica acerca de um cachorro adotado com a finalidade de trazer um pouco de leveza à rotina diária de um centro de tratamento de câncer que enfrentava dificuldades durante a pandemia de Covid-19. Snoopy mudou a rotina dos profissionais da saúde e dos pacientes do hospital.
Já o romance vencedor deste ano foi Uma beleza selvagem (D’une beauté Sauvage) de Christian Signol.

O livro aborda a reintrodução de lobos na região de Limousin e os consequentes conflitos entre agricultores, pastores e defensores dos animais.
Cabe lembrar que o selo do referido prêmio estampado na capa de um livro traz notoriedade à obra, aurores e editora, além de impulsionar as vendas de exemplares.









