A 68ª edição do Grammy Awards será realizada neste domingo, 1º de fevereiro, em Los Angeles (EUA), em uma cerimônia que promete celebrar a diversidade sonora e artística da música contemporânea.
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A expectativa gira em torno de uma disputa intensa entre nomes consagrados e inovadores como Lady Gaga, Bad Bunny e Kendrick Lamar nas categorias principais e com performances que representam diferentes universos estéticos. Mas a noite vai muito além dos destaques óbvios: outras categorias essenciais, indicações surpreendentes e artistas emergentes também marcam presença na corrida pelo gramofone dourado.
Lady Gaga, Bad Bunny e Kendrick Lamar aparecem como protagonistas da noite, simbolizando caminhos distintos da música atual. Gaga continua reinventando sua linguagem pop e teatral; Bad Bunny traduz a força global da música latina; e Kendrick Lamar sustenta a sofisticação lírica e consciência social no rap contemporâneo. A disputa entre eles reflete um Grammy que, cada vez mais, abraça diversidade estilística e linguística em seus principais troféus.
Embora as categorias de Gravação do Ano, Álbum do Ano e Canção do Ano concentrem os olhares da mídia, o Grammy também celebra conquistas em gêneros variados. Entre os indicados em categorias como Melhor Álbum de Música Alternativa, Melhor Álbum de Música Latina, Melhor Performance de R&B e Melhor Álbum de Rap, há tanto veteranos quanto nomes emergentes que conquistaram destaque no último ano.
Artistas como Olivia Rodrigo e SZA, por exemplo, aparecem em janelas de premiação que reconhecem tanto impacto comercial quanto originalidade artística. No cenário internacional, além de Bad Bunny, talentos africanos e asiáticos têm recebido atenção crescente da Academia, evidenciando um movimento de internacionalização do prêmio.
As performances ao vivo costumam ser um dos pontos altos da cerimônia, muitas vezes impulsionando conversas nas semanas seguintes. A organização já anunciou apresentações que mesclam grande produção, homenagens a ícones da música e encontros inéditos. Discursos emocionados sobre temas sociais, inclusão e representação também são esperados, especialmente em um momento em que os artistas usam cada vez mais seu alcance para pautar questões além da música.
O Grammy 2026 não é apenas uma contagem de troféus: é um retrato do que a indústria musical mais valorizou no último ciclo. A presença de ritmos globais, a valorização de vozes de diferentes origens e a convivência entre pop mainstream e experimentações artísticas mostram um cenário cultural em transformação.
Com transmissão ao vivo na noite de domingo e um tapete vermelho que antecede a cerimônia, a expectativa é de recordes de audiência e de discussões que vão muito além da vitória ou derrota de cada artista.









