A Epic Games anunciou uma onda de demissões que irá atingir mais de mil funcionários da empresa. A decisão foi anunciada nesta terça (24) pelo CEO, Tim Sweeney, que atribuiu o corte ao baixo desempenho e interesse dos jogadores por Fortnite, o principal produto da companhia.
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O anúncio ocorre dias após o lançamento de uma nova temporada do jogo. Sweeney afirmou que a queda do engajamento criou desequilíbrio financeiro, uma vez que a empresa operava com as despesas acima da receita. Ainda segundo ele, os cortes serão essenciais para manter as operações a longo prazo. Apesar de Fortnite ainda ser um enorme sucesso, a Epic Games não conseguiu manter o nível de interesse entre os usuários.
“Estamos gastando muito mais do que estamos ganhando, e precisamos fazer cortes drásticos para manter a empresa funcionando.”, disse Tim Sweeney
O CEO também mencionou que a disputa pela atenção do público ficou mais difícil devido as várias formas de entretenimento digital. Isso pressiona a empresa a buscar uma forma de manter o seu público a partir de modelos de negócios baseados em um engajamento contínuo, como é o caso do Fortnite.
A companhia espera que a decisão contribua para uma economia de US$ 500 milhões. A redução de contratos de marketing e a eliminação de vagas abertas também fazem parte do corte de gastos proposto por Sweeney em comunicado interno.
Em meio aos temores de que as novas tecnologias podem tomar o trabalho dos desenvolvedores, o CEO reforçou que a onda de demissões não tem relação com a inteligência artificial.
Os funcionários afetados pelos cortes deverão receber um pacote de desligamento, que inclui pelo menos quatro meses de salário. Os valores variam de acordo com o tempo de empresa de cada colaborador. Os planos de saúde serão pagos por até seis meses.

Diante dos anúncios, a Epic Games também informou que o Fortnite passará por mudanças, perdendo pelo menos três modos de jogo. Por outro lado, um dos modos, intitulado “Salve o Mundo”, se tornará gratuito em abril.









