O ator Bill Cosby foi considerado culpado por um júri civil, nesta segunda-feira (23), por drogar e agredir sexualmente uma funcionária de um restaurante na Califórnia, nos Estados Unidos, em 1972.
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Por decisão do júri, Cosby terá que pagar US$ 19,25 milhões, cerca de R$ 103 milhões, em indenização para a ex-garçonete Donna Motsinger. Segundo a defesa do ator, a decisão acontece em um momento em que ele enfrenta dificuldades financeiras.
O crime ocorreu em 1972, mas o processo só foi movido por Donna Motsinger em 2023, após o estado da Califórnia alterar suas leis para modificar os prazos de prescrição de queixas de agressão sexual. Segundo o jornal The Guardian, após o veredicto, Motsinger descreveu o julgamento como o desfecho de uma busca de cinco décadas por justiça.
Hoje com 84 anos, a vítima relatou que tinha 30 na época do ocorrido. No processo, ela afirmou que foi alvo de manipulação por parte do comediante, que frequentava o restaurante onde ela trabalhava e a convidou para assistir a uma apresentação.
De acordo com o relato, durante uma viagem, Cosby ofereceu vinho e, depois, o que ela acreditava ser uma aspirina. Após ingerir a substância, Motsinger perdeu a consciência e acordou em casa, vestindo apenas roupas íntimas, momento em que percebeu que havia sido estuprada.
Cosby não prestou depoimento durante o julgamento. Seus advogados informaram que pretendem recorrer da decisão.
Essa não é a primeira vez que o ator enfrenta acusações desse tipo. Ao longo dos anos, dezenas de denúncias com padrões semelhantes vieram à tona. Em 2018, ele chegou a ser condenado e cumpriu três anos de prisão por agressão sexual, mas foi libertado em 2021 após a anulação da sentença.
Em outro caso, um júri do condado de Los Angeles o considerou culpado, em 2022, por agredir sexualmente uma adolescente de 16 anos na mansão da Playboy, em 1975.









