Na noite da última sexta-feira (6), a abertura da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp) , ocorrida no Teatro Liberdade, obteve como um de seus principais momentos o início de uma série de críticas direcionadas ao Secretário Municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, Totó Parente.
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Durante o evento, o político recebeu, do público presente, diversas vaias, ataques e, principalmente, questionamentos referentes ao Teatro de Container, cujo anúncio de encerramento de atividades tem promovido uma grande mobilização na comunidade artístico-teatral da cidade.
Como resposta às críticas, Parente mencionou a iniciativa – realizada pela prefeitura – voltada para a inauguração de cinco novas salas de teatro em regiões periféricas. Ele ainda afirmou indiferença quanto às mensagens vexatórias recebidas pelos espectadores.
Em sua 11 edição, que percorre os dias 6 a 13 de março, o MITsp apresenta espetáculos nacionais e internacionais atravessados por narrativas com temáticas sociais diversas, como homofobia, violência, imigração e aspectos sobre controle social. Dentre os destaques da abertura do festival, está a encenação do espetáculo “História da Violência”, adaptada do livro homônimo do escritor francês Édouard Louis, a obra é produzida pela companhia alemã Schaubuhne e conta com direção de Thomas Ostermeier.
O planejamento das atividades promovidas pela Mostra este ano inclui cinco apresentações internacionais, além de oficinas, mesas de debate e, até mesmo, inserção de encontros com artistas e pesquisadores. Ao longo de seus anos de existência, o evento tratou gerar visibilidade para pouco mais de 180 peças e 49 países.
O MITsp tem realização do Ministério da Cultura, do Banco Itaú e do Instituto Cultural Olhares, além de copatrocínio com o Instituto Brasileiro de Teatro. Para além disso, o fenômeno, devido a sua extensa amplitude, recebe também parcerias institucionais de organizações como o Instituto Goethe e o Instituto Francês.
As reações levantadas na noite de abertura evidenciam uma preocupação do público e da classe artística quanto a valorização de expressões culturais inseridas na metrópole paulistana – conhecida por uma cena teatral pulsante – e apresenta a necessidade de manutenção dos equipamentos artísticos que resistem na cidade.









