Reformar um imóvel sem comprometer o orçamento é um dos principais desafios de quem decide modernizar um espaço residencial, comercial ou condominial. Em meio aos custos elevados de materiais e mão de obra, o planejamento passou a ser fator decisivo para evitar desperdícios e garantir qualidade no longo prazo.
Mais do que cortar gastos imediatos, a chamada economia inteligente envolve escolhas técnicas adequadas, planejamento detalhado e execução profissional. Uma reforma bem estruturada pode reduzir despesas futuras com manutenção, preservar a funcionalidade do ambiente e ainda valorizar o imóvel ao longo do tempo.
Segundo João Campos, especialista no setor de reformas e diretor executivo da D&C Serviços Especializados, o maior erro de quem tenta economizar está em considerar apenas o custo inicial da obra.
“O uso de materiais ruins ou acabamentos mal executados impacta diretamente a rotina de quem mantém o espaço em funcionamento. O barato que sai caro aparece em forma de retrabalho, desgaste rápido e aumento dos chamados de manutenção”, afirma.
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Outro ponto destacado pelo especialista é a forma de condução da obra. De acordo com ele, sempre que possível, o ideal é realizar a reforma de uma só vez. “A reforma feita por etapas gera sujeira recorrente, interfere na rotina e aumenta o desgaste do ambiente e da equipe operacional. Uma obra bem planejada, feita de uma vez, entrega um espaço mais organizado, fácil de manter e com impacto direto na qualidade da entrega”, pontua.
A escolha dos materiais também influencia diretamente nos custos finais. João Campos ressalta que é possível optar por alternativas mais acessíveis, desde que a decisão leve em conta durabilidade e facilidade de manutenção. “O problema não está no preço, mas na fragilidade. Existem materiais com ótimo custo-benefício, fáceis de limpar, que não mancham e não exigem manutenção constante, mantendo o ambiente bonito por mais tempo”, orienta.
Apesar da tentação de executar parte da obra por conta própria, o especialista alerta para riscos técnicos. “Quando a execução não é profissional, o impacto aparece depois: porta desalinhada, piso mal assentado, ralo mal feito. Tudo isso vira problema diário para a manutenção. Uma obra bem executada reduz improvisos e permite que a equipe foque na manutenção preventiva”, destaca.
Na hora de contratar mão de obra, o menor preço também pode não representar economia real. O critério deve ser quem entrega certo da primeira vez. Mão de obra organizada, com processo e supervisão, reduz desperdício e falhas. No fim, isso gera economia porque o espaço dura mais e exige menos esforço da equipe de manutenção no dia a dia.
O diretor executivo reforça ainda que nem toda reforma exige grandes demolições. Ajustes de layout, troca de iluminação, pintura adequada e correções pontuais podem resolver grande parte dos problemas, com menos sujeira e menor impacto operacional.
Por fim, Campos aponta tendências que ajudam a reduzir custos e valorizar o imóvel, como o uso de materiais de fácil limpeza, cores que não evidenciam desgaste, iluminação eficiente e ambientes pensados para uso intenso. Segundo ele, quando o espaço é bem planejado, a manutenção se torna mais simples e o custo ao longo do tempo tende a ser menor.









