A procura por cirurgias plásticas masculinas e procedimentos estéticos gerais registrou um crescimento expressivo nos últimos anos e evidencia uma mudança cultural no comportamento dos homens em relação à estética e ao autocuidado. Um levantamento da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) aponta que, entre 2018 e 2024, o número de cirurgias realizadas em homens aumentou 95% em todo o mundo, enquanto os procedimentos não cirúrgicos avançaram 116%, taxas superiores às observadas entre as mulheres.
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Os dados foram apresentados durante o congresso internacional da ISAPS, realizado em Paris, e reforçam que a estética deixou de ser um tema restrito ao público feminino. Aplicações de toxina botulínica, preenchedores, tratamentos a laser e cirurgias corretivas passaram a integrar a rotina de cuidados masculinos, impulsionadas pelo acesso à informação e pela exposição constante nas redes sociais.
Segundo o cirurgião plástico Dr. Tárik Nassif, o avanço vai além da vaidade. Para ele, a busca por procedimentos estéticos está diretamente ligada à qualidade de vida, autoestima e bem-estar.
“Os homens estão mais atentos aos cuidados com o corpo, alimentação, sono e exercícios. Nesse contexto, melhorar a aparência acaba sendo uma extensão desse processo”, afirma o especialista.
A pesquisa também revela quais são os procedimentos mais procurados pelo público masculino. Entre as cirurgias, a blefaroplastia lidera o ranking, seguida pela redução de mamas (ginecomastia), revisão de cicatrizes e lipoaspiração. Já entre os procedimentos não cirúrgicos, destacam-se as aplicações de toxina botulínica, preenchimentos com ácido hialurônico, depilação a laser e tratamentos para flacidez.
De acordo com o médico, algumas dessas intervenções também trazem benefícios funcionais, como no caso da ginecomastia, que pode causar desconforto físico e impacto emocional.
“Não se trata apenas de estética. Em muitos casos, o procedimento contribui para a confiança e para a saúde emocional do paciente”, explica.
Dr. Nassif ressalta ainda que, embora homens e mulheres busquem tratamentos semelhantes, há diferenças anatômicas importantes, como pele mais espessa, maior musculatura e distribuição distinta de gordura corporal, fatores que exigem planejamento individualizado.









