Num outro dia, estava eu debruçada na janela olhando a vida passar lentamente. Era um dia quente de sol e eu estava às voltas com meu eu de décadas atrás. Estava trocando ideias e confidências singelas com meu primeiro amor. Lógico que esses momentos são etéreos, são profundos e pouco palpáveis, mas são aqueles poucos minutos que te fazem ganhar força para seguir a realidade de dias frios e quentes, tanto os frios gelados, quanto os quentes escaldantes.
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Calma, eu estou cheia de devaneios, mas meus pés estão no chão. Tirando esse ponto de as coisas poderem não estar de fato entre nós, pense como é poder estar com a sua história, poder ter um momento real e libertador, porque se você faz essa viagem dentro de lugares que estão escondidos em você, conversa com pessoas que talvez nem estejam mais nesse plano, mas suas falas e ensinamentos permanecem vivas, você está no controle da sua vida.
Preste bem atenção: você não estará vivendo de passado quando fizer essas viagens. O nome já diz VIAGEM. Você vai até o passado, mas volta para a realidade. Afinal, em toda viagem é assim, você vai e volta.
Esses meus pensamentos, e você sabe que eles estão sempre povoando minha mente, trazer muitas questões, mas trazem soluções também. Poder olhar para trás com carinho e entender o que foi bom, mostra que você sabe classificar meus sentimentos. E olhar para trás e saber o que foi ruim também é de suma importância, afinal, se você conseguir distinguir o bom do ruim, sabe diferenciar as duas coisas na hora de tomar decisões no presente que afetarão meu futuro.
Agora chegamos em um ponto. Viver só de passado, lamentando da vida e dizendo que somente quando eu era isso ou aquilo era melhor é uma grande M, mas não é disso que estamos falando. Estamos falando de poder ser você em todos os tempos, fazer as pazes com o seu passado, perdoar as suas dores. E eu também não estou falando do outro, de alguém que te feriu ou que ficou no passado… Estou falando de você, somente de quem realmente importa. De você poder olhar no espelho e lembrar de toda a estrada que te trouxe até aqui, seja uma estrada bem asfaltada, um tapete, ou aquela toda esburacada, que dá trabalho passar, mas passa.
Não dá para negar. Pode ser uma história que parece tão ruim, mas que sempre tem coisas e pessoas que valem a pena lembrar. Pode ter uma memória maravilhosa sobre a vida, mas também tem erros que você deve lembrar para nunca mais repetir. E se repetir os erros, não se julgue com tanta força, tenha a coragem de olhar de frente para ele e corrigir de novo e de novo, até acertar.
Sabe o que é importante em tudo isso? É ser gentil com você. A auto gentileza te coloca de bem com a única pessoa que de fato está com você desde a hora que nasceu, por toda a estrada da vida e estará até o último suspiro, aquela que você vê no espelho, que mais te engana, mesmo quando finge não ouvir.
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Lógico que não dá para estar de bem de nós mesmos o tempo todo, mas dá para se amar nos detalhes, se acolher quando achar que precisa, dá para sentir todos os sentimentos e deixá-los fluir por nossas entranhas, mergulhar nesses sentimentos com todos os sentidos e saber a hora de sair, de voltar para a realidade e de ser feliz. E ser feliz é estar bem com tudo, ser feliz não é o projeto final, é todo o trajeto até o fim.
Em tudo, lembre-se que FELICIDADE é uma construção e precisa de um tijolinho todos os dias para ela acontecer.
Beijo da Linda para você, até a próxima.








