Vez por outra nos deparamos com alguma situação que nos leva a acreditar que é uma coincidência. Ontem mesmo aconteceu comigo, eu fui comprar um anel de formatura para meu filho, cumpri todo o ritual de medir o dedo dele disfarçadamente, usando um anel meu, fui até a loja que eu acho que tem um estilo que ele gosta, cheguei lá e gastei uns bons minutos escolhendo modelos que ele pudesse gostar. Cheguei em três finalistas e, finalmente, escolhi um.
Escolhi um modelo que se parece com uma aliança de compromisso, e a formatura é um compromisso mesmo, não com uma pessoa de fora, mas consigo mesmo, com o futuro que se tem que construir a partir de agora que está entrando no mundo adulto. Selecionei um modelo de aço escovado fosco, com uma pedrinha brilhante incrustrada. Presente comprado e eu segui meu caminho carregando o meu troféu.
Cheguei casa e dei o presente para o sujeito, dizendo que ele deveria usar no dia da formatura, ele olhou o pacote, agradeceu, abriu a embalagem e bingo… Era o anel do Yuta. Ele comemorou como se fosse a final da copa do mundo. E, eu? Fiquei olhando com cara de “ué?”. E ele dizendo: olha isso, você trouxe um anel do Yuta!!!!
Oi? Anel de quem? É um anel de formatura que virou o anel que ele amou, porque é igualzinho ao anel que um personagem importante do anime Jujutsu Kaisen usa.
Por gentileza, meu caro leitor e minha cara leitora, eu só sei que é um anime e fim, então, não me faça perguntas difíceis.
Voltemos aos nossos reais motivos, discutir se coincidências existem ou não…
Nesse caso, meu rebento queria o tal anel mesmo antes de eu compra-lo, mas ele não quis pedir porque achou que eu não daria.
Diante de tantos modelos que eu vi na loja, escolhi e selecionei o presente, incluindo o que eu podia e queria pagar, aí eu decidi exatamente pelo que ele queria, mesmo eu não tendo referência nenhuma? Eu nem sabia que ele queria.
E assim, me pus a pensar em quantas foram as vezes que você, eu ou outro ser existente recebeu uma intuição, um dèjá-vu, uma coisa que pareceu mera coincidência, mas será que era só isso? Será que não há nada além do nosso conhecimento que faça o relógio do tempo girar e sincronizar certo acontecimento?
E aqui, usando referências de Jung e Freud até de diversas religiões, todos dizem que há a coincidência simples, aquela que acontece quando apenas dois eventos ocorrem juntos, mas não descartam a sincronicidade, que é quando dois eventos ocorrem juntos e a pessoa atribui um significado profundo a eles.
Veja você que não estamos mesmo no controle de nada, mas nos é atribuído o direito de escolhermos qual roupagem queremos dar aos fatos que geram ou constroem as coincidências.
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Assim é na vida, tudo depende do seu, do meu, do ponto de vista de qualquer pessoa. Para uns, um fato é mera coincidência, para outros, a coincidência ganha valor e passa a ser sincronicidade. Esses conceitos, transformados em sentimentos, aparecem quando você encontra alguém na rua e te conta uma história que faz muito sentido para o que você está passando, quando uma flor fala com você mesmo que ninguém ouça ou quando você vê nas nuvens mensagens que talvez não estejam lá, mas se você viu, de fato estão, aquele sentimento de “justamente agora?”…
Então, antes de julgar, diminuir o sentimento de alguém, ou mesmo negligenciar a outra pessoa, pense que até a ciência atribui a nós o nosso ponto de vista, então respeite o do outro. Ouça o que o outro tem a dizer e lembre-se que você não é o centro do universo, pelo que conta, o centro nem foi encontrado (ri de nervoso). E siga, respeitando o seu ponto de vista, respeitando o ponto de vista do outro, olhando por todos os lados, até que a apareça a próxima coincidência. E seja feliz.
Em tudo, lembre-se que FELICIDADE é uma construção e precisa de um tijolinho todos os dias para ela acontecer.
Beijo da Linda para você, até a próxima.










2 Comentários
No meu parco conhecimento, são as coincidências reais da vida. Sincronismo crônico e real que temos com as pessoas que amamos.
Ah Linda essa eu preciso mesmo responder, coincidencias? não sei se realmente podem ser apenas o acaso do destino… caso contrário não estaria aqui agora te respondendo. Ficamos afastadas por 30 anos e nos reencontramos em uma grande coincidencia de nossos rebentos estarem estudando na mesma escola, coincidência?, não, não. Se não bastasse estarem na mesma escola eles estavam na mesma sala de aula. E 30 anos depois você reconheceu minha mãe, na porta da escola com o mesmo fusauinha cinza da época. Não posso acreditar nesse acaso. Certamente precisávamos nos rever e sou muito feliz por ter te reencontrado e estar aqui partilhando de suas belas histórias. Amo cada uma delas.