Priorizar-se deve ser a sua prioridade

Nesse feriadão de alalaô, onde confetes e serpentinas estão explodindo por toda a parte, eu te pergunto: quantas de suas explosões são para você? Quantas vezes você priorizou as suas necessidades, antes de priorizar as das outras pessoas?

Claro que essa que vos escreve é uma mulher de grandes e exaustivos pensamentos, mas tem coisas que brotam na mente porque vem do ouvido. Isso mesmo, além de estar atenta com os olhos, também vivo atenta com os ouvidos e assim segui o meu dia, até esse momento de colocar tudo no papel.

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Encontrei uma velha conhecida, que passou por dificuldades gingantes quando enviuvou, ainda no início dos seus 50 anos. Com dois filhos adolescentes para terminar de criar, um apartamento alugado, sem nenhuma expectativa de herança ou pensão vindas do falecido, ela partiu para a luta. Lógico que uma mulher nessas condições não ficaria pedindo na porta de nenhuma igreja, ou ao menos as que eu conheço não ficariam paradas.

Quinze anos já se passaram desse fatídico momento, os filhos cresceram, casaram-se, vivem suas vidas, mas não esqueceram da dedicada mãe. Ela, como uma verdadeira guerreira, não vive das benesses dos filhos, mas aceita de bom grado os mimos que eles a ela dedicam.

Mas voltando às vacas frias, a questão foi que ela me disse assim: mesmo com tudo o que eu tive que fazer, mesmo que todo o sacrifício, eu ainda não sabia viver, aprendi a dizer não há pouco tempo e foi tão libertador”.

Ela agora mora sozinha, curte a vida de mulher 60+, tem sonhos, planos, rejeita o que não serve ao novo estilo de vida e segue feliz. Não há drama, não há dor, somente uma gratidão imensa e uma forma genuína de abraçar o que a vida lhe oferece.

Viaja quando tem vontade, passeia, curte a família e os amigos, faz passeios em conjunto e sozinha, aproveita o sol, a chuva e o mar, mas não é somente pela maturidade que se aconchegou ao seu lado na cama, mas sim por ter entendido que cumpriu o seu papel como mãe e agora ela vive sendo a sua própria prioridade.

Eu fiquei olhando a conversa que ela estava tendo, mas meus pensamentos não estavam atentos somente à conversa, eles estavam atentos ao que ela não disse. Estava leve aproveitando a piscina, sem a preocupação que as mães carregam quando suas crias ainda são pequenas. Não estava preocupada com o dia de amanhã, não quer viver pensando que precisa de um companheiro, porque de fato ela não precisa, e tem uma altura da vida que a gente não precisa, somente escolhemos se queremos ou não.

E assim, ainda no início dos meus cinquenta, me imaginei ouvindo aquela mulher falar que levou muitos, mas muitos anos para ter coragem de dizer não, quando o sim acarretaria para ela uma peso que não a pertence e que ela não deseja carregar. Que não leva mais o que não pertence a ela, que quer viver bem e feliz enquanto estiver nessa terra, e eu, que não sou boba nem nada, já almejo poder viver assim, muito antes dela, que é uma geração à frente da minha, e assim será para a próximas gerações.

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Crescemos e vivemos, hoje, entendendo que todas as pessoas devem se priorizar em algum momento da vida, então, não arrume confusão para você que não seja sua, não faça dívidas grandes sem uma real necessidade, não crie os seus netos, porque essa é a função dos pais e não dos avós, e se for necessário, não faça disso uma tormenta.

Deseje sim, todos os dias, que sua vida seja leve, cheia de abundância de coisas de boas qualidades. Ao final de um mês de trabalho, separe um pouquinho dos seus ganhos para se presentear, pode ser só um bombom, mas que seja com intenção. Seja você por você mesmo ou mesma, seja a sua real prioridade, mesmo que sejam só naqueles minutinhos que você vai gastar tomando o seu melhor banho.

Em tudo, lembre-se que FELICIDADE é uma construção e precisa de um tijolinho todos os dias para ela acontecer.

Beijo da Linda para você, até a próxima.

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