Hoje, em um papo bobo na beira da piscina, afinal de contas o verão se aproxima com força, eu ouvi uma mulher forte, independente, cheia de vida, com uma bagagem gigantesca me dizer que está cansada. Está cansada de tudo, que a partir daqui não quer mais carregar o que não é dela, que quer deixar cada um levar a sua própria vida.
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Eu acho sempre uma grande conquista quando eu ouço uma mulher dizer que quer a sua própria liberdade, eu me sinto livre, eu me sinto liberta de verdade.
Mais chocante do que ouvir uma mulher falar sobre liberdade de si mesma, é pensar em como somos moldadas e impedidas de sermos nós mesmas por gerações. Não deveria ser tão comum uma mulher independente financeiramente, que criou filhos, ajuda na criação de netos, que viveu relacionamentos frutíferos ou não, que o alto dos seus cinquenta e poucos anos ainda se sente pesada e culpada de querer viver a sua própria vida. Porque no fundo, se estamos pensando que precisamos fazer isso de forma não orgânica, realmente vem pesando. E para nós, mulheres fortes, parece que a vida só é boa se for muito dura, pesada, uma batalha para essa guerreira.
E ainda mais pesado que a jornada, vem o julgamento de quando nós, mulheres sobrecarregadas, exaustas, mas cheias de vida e energia, temos que criar um subterfúgio para sermos livres. Julgamento social, dos interessados diretos, de quem não sabe o quanto investimos na nossa energia vital para que todos estivessem bem. Foram décadas olhando para fora, para, enfim, em um dia de sol, você ter coragem de pensar que você merece viver a plenitude de sua própria vida… E OLHAR PARA DENTRO.
Desde sempre eu digo que eu amo a minha liberdade, que eu amo ser eu mesma, independente de quem está ou esteve do meu lado, mas necessariamente sempre, leia aqui com cuidado, SEMPRE, eu dizer que sou livre relacionam essa minha forma de ver da vida à promiscuidade. Você pensou isso também? Esqueça, esqueça já!
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Ser livre é uma escolha pouco compreendida na nossa sociedade. Ser livre parece algo muito ruim, como se fosse um pedido de permissão para fazer algo que aquela pessoa que te cobra se quer sabe o que é, e, com certeza, não tem coragem para fazer. SER LIVRE É SER VOCÊ MESMA.
Ser livre é viver em plenitude, é viver a vida que você merece viver. Ser livre é fazer as suas escolhas, saber das consequências, e mesmo assim escolher fazer. Ser livre é inclusive escolher com quem e quando você quer estar. Ser livre é exercer o seu direito fundamental de VIVER.
Imagine poder dançar na chuva, sentir o vento com a cara na janela, ver o amanhecer porque perdeu o sono, pensar que quer dormir mais um pouquinho, que quer ter saúde e ter tempo para cuidar disso? Você pode, é uma questão de escolha. É difícil? Depende, depende do quanto você deseja essa liberdade, porque afinal, toda ação tem consequências. Ser livre não tem relação com irresponsabilidade, com falta de compromisso, mas sim com o poder das escolhas e das decisões.
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Alguns se afastarão de você, porque não convém mais estar por perto, já que o seu servir se perdeu, mas outros se aproximarão, porque gostam do seu sorriso. Uns dirão que você enlouqueceu, mas somente aos loucos cabem os sonhos, as viagens e as possibilidades, mesmo que seja só lá dentro de suas mentes. Então, faça, porque criticadas somos de qualquer jeito, mas pelo menos, você vai estar feliz.
Esse é o meu presente de NATAL para você, um conselho, de graça, mas cheio de amor: SEJA LIVRE. LIBERTE-SE!
Em tudo, lembre-se que FELICIDADE é uma construção e precisa de um tijolinho todos os dias.
Beijo da Linda para você, até a próxima.









