Nos dias de chuva ou de sol, renasça, vença seu medo e seja feliz fazendo o que você ama

Todos os domingos, nesse nosso compromisso de batermos papo, eu penso em qual assunto vamos conversar. Não porque você não possa puxar o tema, mas como sou eu que invado o seu espaço, com permissão, é claro, tomo a dianteira do que vamos falar a cada nova semana.

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Hoje, em especial, calhou de ser o primeiro dia do mês e não tem como pensar em primeiro, número 1, e não pensar em inícios, reinícios, na possibilidade de começar de novo, uma nova oportunidade, tirar do papel aquele seu sonho, excluir os medos e começar.

Outra coisa que me chamou a atenção essa semana é que o tempo virou aqui em São Paulo. Fez frio, choveu, ventou, choveu de novo, tirei a cobertinha do armário, cheirosa, fofinha, mas com um lembrete: o verão está acabando. Veja você, dentro do meu ser estavam conversando o início e o fim, e estavam conversando em total harmonia, e é claro que eu fiquei batendo bola com os dois extremos, até pensar que não importa qual seja a situação, se precisar mudar, mude, se já mudou, agradeça.

Voltando ao tempo, eu prefiro o verão, gosto das cores vibrantes do calor, de como as pessoas se soltam, de tomar banho mais frio, ficar na piscina boiando, mas hoje eu pensei que, mesmo amando o calor, como seria se nunca houvesse mudança de tempo, de temperatura. A vida não se renovaria, as folhas perderiam o verde, nada brotaria da terra, e eu pensei em como a gente esquece que é na mudança, na variação, no alto e baixo, que crescemos. E então me conformei que o verão precisa acabar, para que todas a folhas caiam, as sementes passem por hibernação e brotem daqui uns meses.

Assim também, pensando em como brotará a primavera daqui uns meses, hoje brotou um novo mês. O último do trimestre, mas o primeiro em que não se tem aquela expectativa doida que “a vida só começa depois do carnaval”. Agora parece que é para valer!

Não que eu espere até março para a vida começar, porque você já sabe que sou agoniada e para mim deu meia noite de primeiro de janeiro, já estou pensando no ano novo. Se o ano anterior foi bom, agradeço, se foi ruim, agradeço também. Minha vó ensinou que “em tudo dai graça” e a felicidade nasce da gratidão, quem seria eu para dizer o contrário, então eu só agradeço e sigo.

Parece desprendido demais, mas talvez para alguém que guarde as coisas debaixo de sete chaves, o que não é o meu caso. Eu deixo ir, deixo chegar, sinto, mas pouco lamento. Veja o caso dessa semana, e olha que eu já estava vicejando os fins e os começos. Uma das minhas tias avós, a penúltima por parte de mãe que estava viva, morreu. Vi gente lamentando, sofrendo, mas eu estava feliz. Não ache que eu me alegrei pela perda, mas eu me alegrei pelos ganhos, pela vida que ela construiu.

Minha tia avó viveu na Bahia a vida toda, filha de uma família com muitos irmãos. Casou-se, teve filhos, netos, bisnetos. Já uma mulher idosa, e há algumas décadas, mulheres com mais de 60 eram velhinhas, ela resolveu aprender a tocar violão para tocar na igreja. E ela foi adiante. Andava com o violão para lá e para cá, aprendeu, tocou na igreja. Saía, viajava, passeava e estava sempre com aquele sorrisão estampado na cara. A casa dela parecia pensão, até puxadinho tinha para receber todo mundo que quisesse chegar e ficar. A mesa dela era enorme, em formato de L, eu acho, na varanda do quintal dos fundos, para caber muita gente, para ver de perto a vida pulsando.

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E por que eu deveria achar que ela merecia tristeza…? Pasmem, ela estava às vésperas de completar 100 anos. Viveu como gostava, viveu como pode, viveu feliz e voltou aos braços do Pai, como era a fé dela. E você pode achar que não houve sofrimento, dor, perda, tristeza, vazios… Claro que houve, claro que sempre há, mas por que eu guardei o sorriso escancarado que ela trazia, o abraço apertado de quem sente saudade e a cadeira de balanço indo e voltando com ela contava histórias? Porque isso era o que fazia valer a pena, essas são as memórias que marcam para a posteridade.

Então, quando você acordar no dia 1, no dia 19 ou no dia 31, e esses são números aleatórios, tenha gratidão pela vida, tenha felicidade porque está chovendo, alegre-se porque está frio ou calor. Faça a vida valer a pensa e tenha gratidão todos os dias.

Em tudo, lembre-se que FELICIDADE é uma construção e precisa de um tijolinho todos os dias para ela acontecer.

Beijo da Linda para você, até a próxima.

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