A coragem é o início e o fim para tudo

Se tem uma coisa que eu me gabo mesmo é de ser corajosa. Tem horas que eu penso que estou com medo, que tal coisa pode me assustar, e é claro que assusta, mas como eu mesma digo “eu vou com medo mesmo”.

Talvez você possa estar pensando que a vida é um mar de rosas para os corajosos como eu, mas não é verdade. A vida é dura e difícil para qualquer pessoa, mas para os corajosos o medo não é o suficiente para nos parar, ele não domina e não nos livra de ter a consciência de que coisas podem dar errado, mas seguir adiante é o único caminho, porque o tempo vai passar de qualquer jeito, o caminho é ir em frente de alguma forma, você querendo ou não, então, por que ficar parada ou parado esperando que alguém tome uma decisão por você? Falta de coragem? Ou seria qualquer outra coisa que eu nem sei nominar?

Veja só. O povo diz por aí que Deus deu uma vida igual para todo mundo, e o que você tem feito com a sua? Não estou aqui falando, de forma nenhuma, de ser vida louca, colocar para dentro do corpo coisas que te matariam, ou se arriscar em coisas que abreviem a sua existência, muito menos estou resenhando sobre teorias da prosperidade, só estou falando de ter um caminho que faça sentido, que te faça olhar para traz com orgulho do que você já fez, e mirar no futuro tudo o que quer fazer e ter coragem que seguir em frente até alcançar.

O medo é um paralisante, rouba de você o poder de fazer bem, de fazer ainda melhor… Olha os meus exemplos!

Minha avó nasceu em uma cidade do interior da Bahia, em 1919, numa cidade que não tinha nem luz elétrica. Veio para São Paulo, de trem, carregando dois filhos bem pequenos, minha mãe ainda nem tinha nascido, um marido sem trabalho, não tinham nem casa para morar. Sair do interior da Bahia, nos anos 1950, rumo a uma das capitais mais loucas do planeta não era um ato de covardia. Foi um ato de coragem.

Meu pai, paraibano, já tinha migrado para o norte de Minas, quando o pai dele foi à falência com o sítio que sustenta a família de 12 pessoas, veio para São Paulo, com mais ou menos, 18 anos, nos idos dos anos 1960, sem conhecer nada, saído de uma cidade que ele conhecia todo mundo, em busca de um tio. Carregava o endereço em um papelzinho, desembarcou na rodoviária com uma caixinha de uva, que fazia as vezes de mala, uma missão, a de ajudar o pai, e um sonho, ser radialista. Ele voou, foi muito além de onde imaginou chegar.

Conheceu minha mãe, ambos cantando em um festival da igreja, e se apaixonaram. Eles não sabiam ainda, mas eram dois corajosos se encontrando para construir uma vida juntos. Foram mais de 40 anos, três filhas e 6 netos. E posso te dizer, não tem um que não tenha coragem de sonhar e realizar os seus sonhos… Talvez esteja na genética.

Mas voltando à minha mãe, ainda jovem foi acometida com insuficiência renal, passou 33 anos entre hemodiálise, 2 transplantes e o fim. Eu nunca, quando eu digo nunca é nunca, vi minha mãe com medo, sem certeza de que faria o que veio fazer. Ela sofreu muito, chorou muito, sentiu muita dor física e emocional, mas a cada manhã ela se levantava, se arrumava como se fosse sair, mesmo que não fosse, escovava os cabelos sempre pintados, mantinha a pele muito bem hidratada, unhas bem-feitas e era cheirosa. E sabe qual era uma das marcas da minha mãe? Ela sorria, sorria com verdade, com vontade, com os dentes à mostra, uma verdadeira sagitariana, como eu.

Agora eu te pergunto? Onde eu estaria se eu não tivesse coragem dentro de mim? Acha que eu nunca senti medo? Acha que eu deixei de fazer por causa dele?
Agora te pergunto: onde você estaria se naquele dia D você tivesse se acovardado? Não tivesse tido coragem de seguir em frente, mesmo sabendo que teriam dificuldades?

Nós, os corajosos, vencemos! Sempre vencemos! Mesmo que a gente chegue no último lugar a gente vence, porque com coragem, a gente chega. Não sofremos do mal do “e se eu tivesse feito”? E se…? E se…?

Se você é da ala que titubeia, lá vai o meu conselho: pense bem antes de fazer, mas que o seu pensamento não seja se vai ou não, seja em como vai encarar as consequências por ir. Eu sempre penso que no dia em que eu estiver diante de Deus e Ele me perguntar o que eu fiz com a minha vida, com as encruzilhadas que Ele permitiu estarem no meu caminho, eu responderei ‘fiz tudo o que foi possível; errando ou acertando, eu valorizei a vida. E imagino que Ele, com aquele olhar amoroso, sorrirá com o canto da boca.

Então, não perca tempo, imagine como vai encarar o Pai.

Dias e dias vão e vêm rapidamente, a coragem é de fato a máquina e o combustível para abrir possibilidades. Se errar, refaça, se acertar, você ganha. E assim, eu desejo que você tenha CORAGEM e seja FELIZ.

Em tudo, lembre-se que FELICIDADE é uma construção e precisa de um tijolinho todos os dias para ela acontecer.

Beijo da Linda para você, até a próxima.

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3 Comentários

  • É muito bom quando a gente se lembra disso que vc falou. Não se acovardar diante das dificuldades e desafios da vida. Espero morrer daqui a 30 anos ou mais, mas sempre – ao dormir – me pergunto se ainda estou tranquila e segura se tiver de me apresentar a Deus . So far so good !

  • Elisabete da Conceição Amendoeira
    Responder

    Que texto poderoso. Dá para sentir a força da sua história, da sua família e da coragem que atravessa gerações. Você fala de coragem não como ausência de medo, mas como decisão e isso toca profundamente.
    Ler sobre sua avó, seu pai, sua mãe… é impossível não se emocionar. Cada um deles enfrentou o desconhecido com uma firmeza que muita gente passa a vida inteira tentando encontrar. E você carrega essa herança no peito, transformando tudo isso em movimento, em vida vivida com intenção.
    Obrigada por compartilhar algo tão verdadeiro. Seu texto é um lembrete de que o tempo passa de qualquer jeito, mas a forma como escolhemos caminhar faz toda a diferença. Que a gente siga assim: com medo às vezes, claro, mas sempre seguindo.
    Você inspira. E muito.

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